Aldo Rebelo é ministro do Esporte

Apesar da corrosiva campanha de inspiração político-partidária contra a Copa de 2014, a maioria (63%) do povo brasileiro não só apoia sua realização no Brasil como acha (57%) que será boa/ótima. Não menos importante: no resultado mais expressivo da pesquisa, 74% acreditam que a Seleção vai levar a taça. O segundo colocado, a Espanha, atual campeã, ficou com apenas 6% dos palpites, enquanto nossos vizinhos argentinos mereceram a previsão de 1%.

Realizada pelo Datafolha, a pesquisa alcançou grande espectro de consulta, ouvindo 10.403 pessoas em 17 capitais, inclusive as 12 cidades-sedes da Copa. A conclusão geral, mais uma vez, é de que o torneio será benéfico ao Brasil. Os entrevistados ressaltaram principalmente o legado da infraestrutura nas cidades, e, naturalmente, a crença no hexacampeonato.

São também dignas de atenção as preocupações com custos ou superfaturamento de obras, violência e criminalidade. Daí porque o governo federal, para melhor escrutinar o uso dos recursos que aplica, montou sistemas de controle próprios e conta com a fiscalização instantânea do Tribunal de Contas. Problemas são flagrados de imediato e logo resolvidos.

A capacidade do Brasil de realizar um mundial da Fifa, já atestada em 1950, ficou patente na Copa das Confederações. Em rigor, o levantamento do Datafolha registrou uma ponta de surpresa com a realização impecável do evento, pois 45% dos entrevistados disseram que foi melhor que o esperado, enquanto 35% falaram que foi igual e apenas 13% acharam que saiu pior do que previam.

Pesquisas desse tipo confrontam o alarido de uma minoria pessimista que esconde os bons efeitos e destaca os problemas. Já está demonstrado que a Copa é investimento com excelentes resultados na economia, gerando desenvolvimento, renda e empregos em proporção muito superior aos gastos, com benefícios até mesmo para os derrotistas profissionais.

 

Publicado originalmente no jornal Diário de S. Paulo em 19.10.2013

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