Aldo Rebelo é ministro do Esporte.

Não há outra explicação fora da malícia político-partidária, de um lado, e da falta de fé no Brasil, de outro, para a saraivada de boatos e informações distorcidas sobre as grandes obras relacionadas à Copa de 2014. Primeiro, diziam que os estádios não ficariam prontos para a Copa das Confederações, e os seis foram satisfatoriamente utilizados. Chegou-se a afirmar que no ritmo em que as obras iam a reforma do Maracanã só seria terminada em 2038... Agora, quando já não há dúvidas de que os outros seis estádios estarão concluídos em dezembro, as cassandras enunciam previsões alarmantes para os aeroportos.

Ao contrário dos estádios, os aeroportos não são construídos ou reformados para a Copa e sim para atender às necessidades presentes e futuras do povo brasileiro. As obras constam do Programa de Aceleração do Crescimento, assim como novos meios de transporte, viadutos, vias de trânsito rápido, portos. São R$ 30 bilhões em investimentos para melhorar a vida dos habitantes de grandes cidades. A Copa dura um mês, as benfeitorias da infraestrutura são para sempre. 

Há muito o que melhorar nos aeroportos brasileiros, mas é patente que mesmo se nenhum ficasse pronto até a Copa a estrutura atual atenderia à demanda prevista. A Embratur estima que os torcedores do exterior serão 600 mil, enquanto três milhões de brasileiros vão se deslocar pelo País para assistir a jogos. A Infraero informa que nos aeroportos sob sua administração, no período de janeiro a junho deste ano, houve 64,9 milhões de embarques e desembarques, dos quais 3,3 milhões de passageiros estrangeiros. A média mensal é de 10,8 milhões.

Os que distorcem fatos para boicotar a Copa e assim minar o governo têm pela frente a advertência do poeta e político inglês John Milton (1608-1674), na Aeropagítica: “Deixemos que a verdade e a falsidade se batam. Quem jamais viu a verdade levar a pior num combate franco e livre?”

 

Artigo publicado na edição de sábado (02.11) do Diário de S. Paulo

Compartilhar
Av. Joana Angélica, n.° 399, Ed. Fernando José - Nazaré, tel: 55 71 3202-3602 / 3202-3608