A derrubada dos prédios, onde antes funcionaram os armazéns 1 e 2 do Porto de Salvador, para o início das obras do novo terminal náutico, está enchendo de esperança os comerciantes do bairro do Comércio. O projeto idealizado pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), vinculada à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Meio Ambiente (Sedham), está sendo tocado pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Ministério das Cidades. O equipamento, que deve fi car pronto em maio de 2013, ano de centenário do porto, vai alavancar ainda mais o setor de turismo da cidade.

 

Para o coordenador-geral do Escritório de Revitalização do Comércio (ERC) – vinculado à Setin –, Marcos Cidreira, a construção do novo terminal vai aumentar o número de turistas na cidade, mais especificamente no bairro. Serão esperadas novas companhias de cruzeiros marítimos e Salvador passará a ser ponto obrigatório de embarque e desembarque. 

 

Em novembro próximo, chega à capital baiana o mais novo navio de cruzeiro da linha Costa, o “Favolosa”, com capacidade para mais de cinco mil pessoas, incluindo passageiros e tripulação. Com o pernoite, os passageiros devem gastar mais que os US$ 100/dia, movimentando a economia formal e informal, em algo em torno de US$ 72 milhões, durante toda a temporada, informa o coordenador-geral.

 

O projeto prevê a implantação de equipamentos, seguindo todos os padrões de segurança, como os adotados nos aeroportos, incluindo vistoria de passageiros e bagagens, praça de alimentação, área de contemplação da Baía de Todos-os-Santos e espaço para o trânsito de veículos, como vans e ônibus de turismo, nos embarques e desembarques dos visitantes.

 

“Esse projeto é um dos alicerces do Projeto de Revitalização do Comércio. Era necessário dar mais dignidade à população de Salvador e aos turistas, que visitam nossa cidade. Agora, teremos também uma abertura para a Baía de Todos-os-Santos, através da nova praça”, destaca Marcos Cidreira. Para o coordenador-geral, o empresariado do bairro poderá melhorar ainda mais a oferta de serviços. Os comerciantes estão se preparando para a mudança, com o futuro funcionamento à noite de bares e restaurantes.

 

O presidente da FMLF, Luiz Mesquita Baqueiro, disse que a Prefeitura está estudando uma grande reestruturação no bairro do Comércio, envolvendo outros órgãos municipais, como a Superintendência de Conservação e Obras Públicas (Sucop), para as mudanças urbanísticas, e a Transalvador, no setor de transporte e engenharia de tráfego. Envolve ainda a Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Prevenção à Violência (Sesp), com a iluminação pública, e a Limpurb, com a coleta de lixo.

 

Para Baqueiro, um projeto como este não pode ser pensado isoladamente. “Temos que intervir no seu entorno, modernizando-o também. Um dos nossos estudos prevê a requalificação da Avenida da França”, esclarece o presidente da FMLF. Há sete anos, a Prefeitura do Salvador, através do ERC, deu início ao esforço de revitalização da área, quando enviou ao governo federal o pedido para a liberação dos armazéns 1 e 2 do Porto de Salvador, como parte do Masterplan do Comércio.

 

A necessidade do novo terminal ficou mais evidenciada com a preparação para os megaeventos esportivos que a cidade receberá até 2016, como as copas das Confederações e do Mundo, Olimpíadas, as Paraolimpíadas e a Copa América. Marcos Cidreira observa que, futuramente, o terminal náutico vai aumentar ainda mais, devendo anexar os armazéns 3 e 4 ao Projeto Porto da Cidade, explorando todo o potencial náutico da Baía de Todos-os-Santos, atingindo também as 18 cidades do seu entorno.

 

Fonte: Secom

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