A Secretaria Municipal da Reparação (Semur) está cadastrando empresários afrodescendentes para participação em iniciativa do Observatório Racial da Copa de 2014. Os interessados podem realizar a inscrição por meio da página do órgão Semur. O objetivo é criar um banco de dados com informações das empresas capacitadas a contribuir para o evento esportivo.

 

"A ideia é ampliar as possibilidades dessas empresas, para que possam aproveitar melhor o momento Copa do Mundo", esclareceu o secretário de Reparação, Ailton Ferreira. Além da Copa, o cadastro deverá também estimular a participação de empresas administradas por afrodescendentes, em eventos de grande porte, de modo geral. "Queremos criar oportunidades iguais para todos, e precisamos estar atentos a esses eventos também. Não queremos que o nosso povo negro seja excluído", salientou.

 

O cadastro vai colocar em evidência as empresas, dentro do contexto dos eventos, para que os organizadores saibam da competência de cada uma na realização de determinado tipo de serviço. "As empresas cadastradas terão maior capacidade para divulgar seus produtos e serviços", completou Ferreira.

 

O Observatório Racial da Copa foi idealizado pela Semur em parceria com o Escritório Municipal da Copa do Mundo Fifa Brasil 2014 e o Conselho Municipal das Comunidades Negras (CMCN). O intuito é atuar antes, durante e depois de um dos maiores eventos do planeta, a Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014, sendo Salvador uma das cidades-sede escolhidas.

 

O programa é semelhante ao Observatório da Discriminação Racial, Violência contra a Mulher e LGBT, realizado desde 2006 no Carnaval de Salvador. Ele visa registrar ocorrências e denúncias relacionadas a situações de discriminação e desigualdade, em especial, de raça, gênero, orientação sexual, identidade de gênero e xenofobia. O Observatório da Copa funciona também como um canal de acolhimento de sugestões, para construção do evento esportivo, promoverndo o fortalecimento das questões consideradas essenciais para a comunidade negra e minorias discriminadas.

 

 

Fonte: Semur

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