As ações de segurança pública para policiamento dos megaeventos, monitoramento do fluxo das fronteiras e integração das instituições estão sob a responsabilidade do Ministério da Justiça. De acordo com o 4º Balanço da Copa do Mundo, publicado em dezembro de 2012 pelo governo federal, serão investidos R$ 1,2 bilhão nessa área. Entre os investimentos estão a construção ou reforma dos locais que irão abrigar 12 Centros Integrados de Comando e Controle Regionais. Seis deles estarão em funcionamento na Copa das Confederações. Dois centros nacionais, no Rio de Janeiro e em Brasília, têm previsão de entrega no primeiro semestre de 2013. Além disso, foram adquiridos equipamentos como imageador aéreo, kit antibomba, conjunto de armamento e munição e salas cofre.

 

Diálogo federativo e matriz

É fundamental que o Brasil tenha uma Copa do Mundo com padrão de segurança muito forte, muito alto. Por isso, todo um planejamento foi feito pela Secretaria de Grandes Eventos do Ministério da Justiça, a partir de um diálogo com estados e prefeituras onde temos as cidades-sede, justamente para que pudéssemos construir, dentro do espírito federativo que caracteriza o nosso país, um plano marcado por esse padrão de eficiência. Assim, chegamos a um conjunto de equipamentos que estão sendo adquiridos para repasse aos estados, para o fortalecimento das próprias forças federais e hoje estamos em um processo de pactuação da Matriz de Responsabilidades entre União e estados. 

 

Equipamentos

 

Cada cidade-sede receberá um centro de comando e controle sofisticado, todos dialogando entre si, e com centros nacionais em Brasília e no Rio de Janeiro. Estamos trabalhando em ritmo acelerado. Muitos dos equipamentos previstos já foram adquiridos e serão repassados aos estados. Os Centros de Comando e Controle serão entregues em 2013. Os estados têm o encargo de fazer um prédio ou encontrar um prédio onde ele possa ser implantado. Tudo isso feito dentro de rígido cronograma que está sendo obedecido. Acho, portanto, que a Copa do Mundo não só será muito bem sucedida na parte da segurança, mas vamos deixar um legado para o Brasil, um resultado  para depois da Copa que, acredito eu, compensará todo o esforço e todos os recursos que estão sendo agora investidos. 

 

Eventos-teste

 

Nós já temos vários procedimentos que estão sendo feitos na perspectiva da preparação e, claro, eventos-teste. Antes mesmo da Copa do Mundo, temos a Copa das Confederações, onde todo o sistema de segurança será avaliado. Portanto, estaremos bem experimentados e capacitados no momento em que tivermos que desenvolver as nossas atividades na Copa. 

 

Segurança nos estádios

 

A segurança privada atuará dentro dos estádios por uma disposição da FIFA e, para isso, nós estamos já encaminhando ao Congresso Nacional, nos próximos dias, um Projeto de Lei que redefine o estatuto da segurança privada, justamente para que possamos ter um excelente padrão também de atuação dessa atividade nos estádios. A ideia é que as pessoas que possam exercer essa atividade sejam mais capacitadas, que as empresas que prestam esse serviço tenham mais requisitos para que possam prestar um bom serviço à população. E é claro que  essa atuação será sempre submetida a uma coordenação da segurança pública, sempre uma coordenação nossa, mas que será privada no âmbito dos estádios. 

 

Exemplos e legado 

 

O plano de segurança foi inspirado nas melhores práticas do mundo em grandes eventos, mas sempre considerando a realidade brasileira. A meta fundamental é dar grande segurança a todos que venham à Copa, mas, além disso, deixar um legado de segurança pública para todo o país no período que virá depois. Essa integração entre polícias, entre a esfera federal e a esfera estadual, é de grande importância não só para grandes eventos, mas para todo o projeto de segurança pública que se desenha no país.

 

Fonte: Portal da Copa

Compartilhar
Av. Joana Angélica, n.° 399, Ed. Fernando José - Nazaré, tel: 55 71 3202-3602 / 3202-3608