Em audiência pública na Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados na tarde desta terça-feira (09.04), o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, destacou os legados de megaeventos como a Copa do Mundo da FIFA 2014 para os municípios e estados que não são sedes.

 

“É preciso que pensemos na herança e nos benefícios que eventos dessa natureza possam deixar para o país. Daí que, além da preparação, nós estamos também pensando num programa de nacionalização dos benefícios da Copa e das Olimpíadas”, disse.

 

Um dos exemplos desse legado ampliado é o investimento nas cidades candidatas a Centros de Treinamento de Seleções (CTS) para o Mundial. “As cidades que se inscreveram para acolher Centros de Treinamento de Seleções receberão apoio do governo na melhoria dos equipamentos públicos existentes, o que ficará como legado depois da Copa”, explicou o ministro.

 

Para Aldo Rebelo, a realização do Mundial no país não teria sentido sem a abrangência de todas as regiões.  “Sei que dava para fazer a Copa toda em São Paulo, ou no Rio de Janeiro, mas como fazer uma Copa sem distribuir esse esforço por todo o Brasil? Tirar Norte ou Nordeste ou Centro –Oeste por que razão? Não seria uma Copa no Brasil”, disse.

 

Em vários momentos, o ministro reforçou o acompanhamento dos gastos públicos ligados ao Mundial pelo Ministério Público, Controladoria Geral da União e pelos tribunais de contas do país e dos estados. “Nenhuma ação do governo federal tem recebido tanta fiscalização quanto as ações da Copa”.

 

Aeroportos

 

O ministro do Esporte falou sobre os investimentos em mobilidade urbana e na reforma dos aeroportos. Para Aldo Rebelo, o desafio maior no setor aéreo está na operação e na logística.

 

“Chegaremos a 2014 com o dobro da capacidade dos nossos aeroportos em relação à demanda projetada para o mesmo período. Todos os aeroportos estão em obras, mas o problema maior não é a capacidade aeroportuária. O maior gargalo está na operação, na logística, na capacidade dos operadores e das empresas em oferecer conforto, mobilidade, agilidade. É aí que há uma ação do governo e dos operadores para que essa questão seja enfrentada sem ter que esperar os grandes eventos, é uma exigência imediata”, disse.

 

Arenas

 

Respondendo a perguntas sobre os investimentos públicos nas obras das arenas, Rebelo enfatizou que a Copa é essencialmente um evento privado e que o dinheiro público foi disponibilizado por meio de empréstimos que só são liberados quando exigências são cumpridas.

 

“Na construção dos estádios, o governo entrou com empréstimos concedidos mediante garantias e exigências para as empresas construtoras, e não para os clubes. As condições de juros é que foram mais favoráveis. O governo disponibilizou 400 milhões de reais para cada estádio. O Distrito Federal dispensou,  alguns não recorreram a todo o valor – como em Curitiba e em Porto Alegre – e a maioria recorreu ao total”, disse.

 

Luta contra o preconceito

 

Aldo Rebelo  falou do papel da Copa e das Olimpíadas Rio 2016 na luta contra o preconceito racial, citando o trabalho do geneticista mineiro Sérgio Pena.

 

“O geneticista Sérgio Danilo Pena desenvolve um projeto que já foi apresentado em Londres com o conceito de raça de forma cultural. Ele recolhe amostras de DNA para demonstrar que todo ser humano é um ser miscigenado, que todos são iguais e, ao mesmo tempo, diferentes. Ele pretende recolher amostras de DNA de integrantes das 32 seleções da Copa, para demonstrar na pratica a razão da luta contra o preconceito”, disse, acrescentando que os megaeventos  vão possibilitar ao Brasil mostrar as suas virtudes civilizatórias,  como “um país que despreza o sectarismo de todas as naturezas, que despreza o ódio nacional”.

 

Fonte: Ministério do Esporte

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