No intervalo do jogo entre Brasil e Chile, o Comitê Organizador Local (COL) fez um rápido balanço das avaliações realizadas para a partida, que também serviu como evento-teste oficial para o Mineirão antes da Copa das Confederações. Para o CEO do COL, Ricardo Trade, o saldo foi positivo, embora uma avaliação mais profunda ainda precise ser feita.

 

“Nós não sentamos ainda, mas claro que conversamos. A operação não é só no jogo, é anterior. Não testamos tudo, mas estamos felizes. Claro que tem coisas a evoluir. É assim que funciona. A gente brinca que quando se constrói uma casa, tem que testar, tem que ver se a segurança está funcionando, se a luz está funcionando, se a energia chega, se a água está funcionando direito. Para isso servem os testes. Para isso a FIFA sempre pede que se entregue antes o estádio. Pelo nosso lado, está indo bem. Vamos avaliar com mais calma depois, mas está indo bem”, disse Trade.

 

O COL testou 14 áreas de serviços durante o amistoso no Mineirão, mas alguns pontos, como o marketing, por exemplo, não puderam ser observados, já que a partida foi organizada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

 

O gerente geral de Integração Operacional do COL, Tiago Paes,  lembrou que os treinamentos  foram feitos com uma equipe menor. “Hoje não é nossa equipe completa. Estamos com 150, 200 voluntários e na Copa das Confederações serão mais de 600. Mas a coordenação com a segurança privada, com o operador de estádio, com a policia militar, essa comunicação é que precisa ser azeitada. A gente está evoluindo”, disse.

 

Na opinião de Tiago, o trabalho já pode ser observado na chegada dos torcedores ao estádio. “Quem esteve lá fora já viu o gradeamento, as pessoas em serpentinas, orientadores com lanternas, placas. Esse tipo de coisa que a gente quer mudar. Os sistemas de rádio funcionando direito. Inclusive hoje um dos testes que a gente está fazendo é como os sistemas de rádio vão funcionar”, explicou.

 

A limpeza e coleta de resíduos foi outra das áreas observadas. O torcedor está aqui e se sair para um jogo em outra cidade, tem que ter o mesmo padrão de limpeza num banheiro, no lugar que ele vai sentar. Tudo isso a gente ainda vai avaliar para ver como foi e começar a implementar”, disse Ricardo Trade.

 

Um dos objetivos do teste era lidar com situações que não estavam previstas. E foi justamente o que ocorreu: uma manifestação em uma das avenidas que levam ao Mineirão gerou alguns problemas no tráfego antes do jogo. “Isso faz parte. Vivemos num processo democrático e pode acontecer. Isso é um teste, é exatamente para isso. Você tem uma contingência, num caso como esse. O que fazer? Plano a, plano b, plano c. Ter acontecido esse tipo de ação para nós é o melhor mundo, porque a gente realmente precisa que aconteça para que a gente se previna. Mas são três jogos (na Copa das Confederações em Belo Horizonte) e a gente vai estar preparado, a equipe, a cidade. Essa é a hora de afinar, conversar, ver o que houve”, disse Ricardo Trade. 

 

Durante o jogo, alguns focos de confusão entre torcedores puderam ser vistos, mas o COL também avaliou a situação como dentro da normalidade.  “É um processo de educação, mesmo. Eu vinha no Mineirão, ficava em pé muitas vezes, já fui na geral, já fui na arquibancada. Hoje temos a cadeira marcada, respeitar o lugar marcado é uma cultura das pessoas para depois falar ‘trouxe minha família, sentei, estou sendo bem atendido, estou no meu lugar que eu comprei’. Claro que não se consegue isso da noite para o dia, é um processo, mas é um processo que a Copa do Mundo pode trazer para a melhora do futebol. Não é só o torcedor que tem que se educar, nós todos temos que nos educarmos, para trazer essa melhoria. Esse é o nosso intuito também, deixar esse tipo de legado”, disse Trade.

 

Fonte: Ministério do Esporte 

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