Para quem já jogou – e se adaptou bem – em três países europeus durante quase dez anos e deixou seu estado natal aos 17 anos, a verdade é que Dante Bonfim Costa Santos não poderia ser mais baiano. Está na sua simpatia, no jeito tranquilo e na paixão com que fala de sua Salvador – onde nasceu, cresceu e se tornou torcedor do Bahia. Mas torcedor mesmo: de sofrer pela equipe e ir sempre à Fonte Nova.

Pois, dentro de campo, o zagueiro aproveitou tão bem esses anos distante da Bahia que sua experiência – em França, Bélgica e Alemanha, onde hoje é titular do Bayern de Munique – o levou, vejam só, de volta à Fonte Nova. Só que agora como protagonista: como membro da Seleção Brasileira que disputa a Copa das Confederações da FIFA e que, no dia 22 de junho, enfrentará a Itália na recém-inaugurada Arena Fonte Nova. 

Dias antes dessa experiência, curtindo seu novo momento, Dante falou com o FIFA.com sobre as lembranças que tem de Salvador como morador e torcedor e a expectativa de visitá-la como jogador da Seleção.

FIFA.com: Já faz quase dez anos que você está na Europa e foi lá que você cresceu como profissional, mas a infância toda você passou em Salvador, certo? Tem boas lembranças da cidade?
Dante: Eu tenho, excelentes. E lembro de mim sempre jogando bola. (risos) Não importa onde, nós sempre arranjávamos alguma coisa para servir de golzinho e bater uma bola. Ainda mais em cidade de praia: sempre tem espaço para isso. Eu morava ali no bairro que chamavam de Binóculo, umas ruazinhas cheias de curva e brincava de bola em todo lado: no campinho, atrás dele, dos lados.

Acha que quem for visitar Salvador para a Copa das Confederações vai curtir a cidade? O que você recomenda?
Poxa, e tem como não curtir? Com essa temperatura deliciosa, o clima tropical. Isso é uma coisa que, depois que você vai viver num lugar onde faz muito frio, começa a valorizar demais. O pessoal no Bayern pergunta sobre a Bahia e quando eu falo sobre como é o tempo eles ficam loucos. (risos) Eu indicaria a qualquer um conhecer  as nossas praias, que são lindas, tranquilas. O circuito Barra-Ondina, do carnaval... Aquilo é bom demais.

Você começou sua carreira como juvenil na Catuense, fora de Salvador, não?
É, cheguei à Catuense quando tinha 13 anos e, depois de um tempo, acabei indo para o Galícia. É um clube bem interessante, fundado por espanhóis, que tem tradição as categorias de base justamente por também ser de Salvador. Toda molecada que tenta uma vaga em Bahia ou Vitória e não consegue acaba indo jogar no Galícia. É o caminho mais fácil.

Mas, como torcedor, você nunca teve dúvida?
De jeito nenhum. Tá de brincadeira? (risos) Todo mundo sabe que eu sou Bahia, apaixonado. Sou torcedor mesmo, de arquibancada. Ia na Fonte Nova toda semana acompanhar meu Bahia. Peguei o Bobô no final de carreira, depois gritei muito o nome do Uéslei, que batia falta para caramba, o Jean, goleirão que agarrou demais para nós... Acho que o jogador que já esteve realmente do outro lado – como torcedor; torcedor apaixonado mesmo – tem um outro modo de enxergar as coisas dentro do campo. Eu, pelo menos, sinto assim. Já gritei e sofri tanto pelo Bahia que respeito demais o torcedor da equipe que defendo. Sei a diferença que isso pode fazer.

E você já viu como ficou a nova Arena Fonte Nova?
Vi! Assisti ao primeiro Ba-Vi. Não dá nem para reconhecer, de tão linda que ficou. O estádio antigo era charmoso, mas este ficou uma maravilha.

Já parou para pensar na chance de jogar pela Seleção lá, na sua cidade?
Não penso em outra coisa faz tempo! (risos) Verdade. Faz tempo que sei o calendário da Copa das Confederações inteirinho e torço para ter chance de estar em Salvador naquele dia 22 para Brasil x Itália. Minha família quase toda ainda está lá: minha mãe, meus irmãos; meu pai vai vir de Belém. Não tem como não estar pensando nisso.

 

Fonte: FIFA.COM

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