Os seis abrigos com formato de quiosque sobre decks destinados às baianas que venderão acarajés e outros quitutes na Fonte Nova foram instalados pela Prefeitura de Salvador no estádio.

Os criadores dos novos abrigos foram os arquitetos Heraclito Arandas e Giuzeppe Mazoni, os mesmos que projetam camarotes, palcos e coberturas para grandes eventos do show business brasileiro, incluindo o Festival de Verão Salvador.

 

"Para fazer o projeto a gente se inspirou em imagens do cotidiano baiano como os arcos das ladeiras históricas, e manteve o cuidado de não chamar a atenção para os abrigos, apenas proteger as baianas", avalia Arandas.

A inovação está nos quiosques, porque os tabuleiros de venda são, praticamente, os mesmos como são conhecidos há séculos nas ruas de Salvador. A receita do acarajé também conserva a mesma base, com o uso de feijão triturado, seguindo inspiração da gastronomia tribal dos hauçás africanos, que por sua vez a herdaram dos povos árabes criadores do falafel, feito de grão de bico.

 

Área nobre da Arena

Os seis abrigos foram apresentados às baianas nesta terça-feira, 18, por Isaac Edington, gestor do Escritório Municipal da Copa do Mundo (Ecopa), da Prefeitura de Salvador, e Ney Campello, secretário estadual da Bahia para Assuntos da Copa (Secopa).

 

"As baianas atuarão no comercial display, na área nobre da Arena, onde os torcedores participam de ações de marketing dos patrocinadores e conhecem os produtos oficiais. Isto significa oportunidade de geração de renda para esse grupo", explica Edington.

 

Até serem aceitas na Arena Fonte Nova -  uma exceção nas normas da Fifa que só autoriza comércio na área dos jogos por empresas patrocinadores da Copa - as baianas organizaram protestos, um em torno do estádio, comandado pela Associação das Bahianas de Acarajé e Mingau (Abam). 

 

Fonte: A Tarde Online

Compartilhar
Av. Joana Angélica, n.° 399, Ed. Fernando José - Nazaré, tel: 55 71 3202-3602 / 3202-3608