Imagem: Vanderlei Almeida


Enquanto se discute a teoria de elitização dos estádios, o futebol brasileiro atingiu uma marca expressiva e não menos impressionante na noite da última quarta-feira. Apenas 53 dias depois do encerramento da Copa das Confederações, os seis estádios construídos ou reformados para o evento-teste e para a Copa do Mundo-2014 ultrapassaram a marca de 1 milhão de torcedores em apenas 39 jogos de futebol disputados.

 

Em média, 26.258 pessoas compareceram aos seis estádios nessas 39 partidas partidas, válidas por Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Copa Libertadores. O total de torcedores é de 1.024.067.

Contabilizados os jogos da Série A do Brasileiro disputados nas novas arenas, nove dos dez maiores públicos da competição até a 15ª rodada foram registrados no Maracanã, no Mané Garrincha (Brasília), na Fonte Nova (Salvador) e no Mineirão (Belo Horizonte).

 

Entre as dez maiores bilheterias, o único em local não construído para a Copa-2014 foi o do clássico Gre-Nal, na Arena do Grêmio, no último dia 4. Mas não por coincidência, o estádio do tricolor gaúcho também é novo, inaugurado em dezembro do ano passado.

O campeão tem sido o novo Mané Garrincha, em Brasília, que atraiu 41.377 torcedores, em média, desde seu primeiro jogo com cobrança de ingresso (Santos x Flamengo, no dia 26 de maio, na primeira rodada do Brasileiro).

 

— Falavam que o Mané Garrincha iria ser um elefante branco, mas já é elefante dourado para a imprensa local — disse o presidente da CBF e do Comitê Organizador da Copa do Mundo-2014, José Maria Marin, ontem, no Maracanã, após a reunião de diretores do COL-2014 e da Fifa.

A preocupação dos dirigentes, no momento, é evitar a saturação.

 

— Nossa preocupação é evitar a exposição excessiva do gramado. É louvável que todos os seis novos estádios continuem operando com agentes de segurança e orientadores privados de público, nos moldes da Copa — acrescentou Marin.

Na onda de sucesso de público entre as seis novas arenas, há exceções: o Castelão, em Fortaleza, que não tem clubes na Série A (o Ceará joga a B, e o Fortaleza, a C) e a Arena Pernambuco, onde o Náutico disputa seus jogos como mandante, mas faz péssima campanha no Brasileirão, segurando a lanterna da competição. Nenhum dos dez principais públicos da Série A foi registrado nos dois estádios.

 

Fla: seis dos dez maiores públicos

A força da torcida do Flamengo também ajuda a alavancar a média. Das seis melhores marcas da Série A, cinco foram em jogos do rubro-negro (veja ao lado). O clube tem seis dos dez maiores públicos da competição (quatro no Mané Garrincha e dois no Maracanã).

— A média é extraordinária. Estamos todos aprendendo. Certamente, haverá mais ajustes. Uma parcela do torcedor não tem como pagar alguns dos preços cobrados pelas entradas, mas notamos algumas reduções de preços — opinou o diretor de Competições da CBF, Virgílio Elísio.

 

Ao eleger o novo Mineirão como sua casa, o Cruzeiro atraiu 350.915 torcedores nos 14 jogos que fez no estádio (média de 25.065) desde a inauguração. Só anteontem, na vitória por 2 a 1 sobre o Flamengo, pela Copa do Brasil, foram 33.645 pagantes, numa partida que começou às 21h50m de quarta-feira.

 

Fonte: O Globo 

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