Os estádios construídos para a Copa do Mundo de 2014 vão além do padrão de exigências em segurança da FIFA para o evento. A afirmação é de Andre Pruis, consultor de segurança da entidade e responsável pela área no Mundial de 2010, na África do Sul. Durante apresentação à imprensa nacional e internacional sobre o planejamento de segurança para a próxima Copa, Pruis foi sucinto ao analisar a preparação do Brasil. “Se vocês me perguntarem se eu tenho fé na segurança no Brasil, eu devo dizer que sim, sem dúvida”, disse.

A confiança é embasada no trabalho de integração que vem sendo feito não apenas entre as forças de segurança nacionais, mas também com a FIFA. “É muito importante destacar que no Brasil nós estamos trabalhando como uma única equipe. Nós somos uma equipe trabalhando junta, desde o desenvolvimento das operações, dos planos de mobilização, até o desenvolvimento das políticas de atuação e do procedimento padrão”, afirmou o consultor.

O chefe de segurança do Comitê Organizador Local (COL) da Copa de 2014, Hilário Medeiros, lembrou que o planejamento de segurança já vem sendo feito há mais de quatro anos, de maneira coordenada entre diversos órgãos e agentes, e que muito do legado que ficará para a população nessa área já pode ser observado.

“Primeiro nós tínhamos que preparar o ambiente no Brasil, trabalhar em conjunto com os órgãos de segurança pública, acertar a regulamentação total dentro da segurança para grandes eventos. E isso consolidou no país a figura do agente de segurança para grandes eventos, que passa a ser um legado para o futebol brasileiro, com a regulamentação de toda essa atividade”, disse Medeiros.

O secretário extraordinário de Segurança para Grandes Eventos do Ministério de Justiça, Andrei Rodrigues, explicou que, para viabilizar a integração entre os órgãos, foram criadas 12 comissões regionais de segurança pública e defesa civil, uma em casa cidade sede. A coordenação é feita pela Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge), ligada ao Ministério da Justiça.

“Também foram criados sistemas integrados de segurança e controle. Esses centros hoje são estruturados com o que há de mais moderno em termos de equipamento, tecnologia, infraestrutura, captação de imagens. Todos vão ter sua utilidade prioritária para o evento, mas também vão ficar como legado para as cidades”, lembrou, citando ainda os centros de comando móvel.

Para Andrei Rodrigues, a experiência durante a Copa das Confederação, em junho de 2013, foi fundamental para comprovar a eficiência da estrutura e do planejamento. “A Copa das Confederações foi um evento onde nós tivemos testes muito intensos para a segurança pública. Entendo que a segurança pública foi aprovada, mas isso não quer dizer que não tenhamos que trabalhar muito para aprimorar”, disse.

Manifestações

Dentro do planejamento das forças de segurança para a Copa de 2014, destaca-se uma preocupação especial para lidar com a violência em possíveis manifestações públicas durante o evento.  “O governo federal já adotou uma série de medidas. No âmbito da Sesge, fizemos um workshop sobre gestão de multidões, onde colhemos a impressão de vários atores da sociedade para que tenhamos sempre um aprimoramento na segurança pública para o enfrentamento de ações violentas nas manifestações”, disse Andrei Rodrigues.

O secretário extraordinário acrescentou que ações de inteligência mais intensas estão sendo capitaneadas nos estados e cidades-sede, de maneira que seja possível prevenir e evitar qualquer contratempo aos eventos. “Essa atividade de inteligência já existe no âmbito de cada unidade da federação, mas o Ministério da Justiça está promovendo a intensificação desse processo com foco na prevenção da violência nas manifestações”, completou Rodrigues.

 

Fonte: Portal da Copa

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