Após a reunião da diretoria do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo da FIFA 2014 nesta quinta-feira, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, o secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, e o ex-craque Ronaldo responderam às perguntas da imprensa em entrevista coletiva no hotel Royal Tulip, no Rio de Janeiro. 

Aldo Rebelo, ministro do Esporte

Pela primeira vez, apresentei uma visão geral atualizada sobre o que a Copa do Mundo da FIFA significa e sobre as ações do governo para garantir um ambiente de colaboração entre a FIFA, o COL e o governo federal. Eu reafirmei à delegação da FIFA que a competição no Brasil será um sucesso.

Esta é uma oportunidade única para que o Brasil seja mais respeitado em todo o mundo. Esta é a grande oportunidade para atualizarmos nossos conhecimentos de engenharia civil e nossa tecnologia de telecomunicações, além de colocarmos o Brasil de volta na rota do turismo. Houve um clima de colaboração e debate entre nós, sempre tentando encontrar os pontos em comum para uma ação integrada entre o governo, a FIFA e o COL.

Em relação à Lei Geral da Copa, estamos muito otimistas de que completaremos essa missão em março. Contamos com a presença de Vicente Cândido e de Renan Filho, relator e presidente da comissão especial da lei, respectivamente, para discutirmos os últimos pontos do texto. Meu otimismo se baseia no compromisso da comissão especial para a Copa do Mundo com o Congresso de que o projeto de lei será votado no início de março.

Sobre os ingressos

Na verdade, a distribuição de ingressos para a Copa do Mundo é do interesse tanto da FIFA quanto do governo. Eles são preciosos, já que está é uma oportunidade única — o Brasil organizou a Copa de 1950 e a competição voltará para cá 64 anos depois. O acesso é limitado pela capacidade dos estádios e, assim, é importante garantir que todo o povo brasileiro tenha a devida oportunidade de acesso. É uma celebração tão importante para este país, provavelmente o evento mais importante do mundo. Precisamos encontrar soluções adequadas e há muita cooperação e esforço de ambas as partes para encontrá-las.

Estamos debatendo essa lei há muito tempo. Todas as cartas estão na mesa e há muita disposição da comissão especial, do Ministério do Esporte e do governo para cumprir aquilo com que nos comprometemos nas 11 garantias que o governo ofereceu. Essa lei não é apenas para a FIFA, mas para todo o país.

Jérôme Valcke, secretário-geral da FIFA

É um começo muito bom para 2012. Eu com certeza espero que o ministro do Esporte faça parte de todas as próximas reuniões da diretoria do COL até 2014, porque a troca de informação neste nível é fundamental para todas as partes envolvidas, além de muito benéfica. Quero destacar novamente que nunca houve nem há conflitos entre o governo e a FIFA. As discussões que temos são normais nos preparativos de um evento da magnitude da Copa do Mundo. Posso dizer que temos este tipo de conversas até mesmo para a Copa do Mundo de Futsal e outros eventos.

Na reunião de hoje, recebemos um relatório abrangente do ministro Aldo Rebelo sobre os preparativos do governo. Conversamos muito sobre o transporte público e sobre como o governo federal e as cidades pretendem organizar os deslocamentos entre as sedes. Os relatórios sobre os estádios revelaram que apenas um deles, o de Natal, precisa ser acompanhado de perto. Mas não há dúvidas a esta altura de que Natal será uma das 12 cidades-sede da Copa do Mundo da FIFA. Apenas temos de monitorá-la de perto e a cidade precisa acelerá-lo, já que está muito atrasada.

Além disso, recebemos um relatório bastante detalhado sobre os locais de concentração das seleções. O interesse de várias cidades brasileiras em receber uma das 32 delegações durante a Copa é enorme. Recebemos 237 inscrições, das quais 30 não cumpriam os 30 critérios exigidos para que se receba um selecionado participante da Copa do Mundo e, por isso, foram eliminadas. Mais de cem já foram visitadas e outras 80 serão vistoriadas nos próximos meses. As seleções terão opções muito boas no catálogo que foi preparado na hora de decidirem onde se concentrarão para o torneio. Seis países já visitaram algumas das opções e mais virão nos próximos meses. No fim, caberá a cada um decidir onde quer ficar.

Estou convencido de que a questão da política de ingressos será resolvida antes da próxima reunião da diretoria em março e, como disse o ministro, estamos confiantes de que finalizaremos os assuntos pendentes nesse mesmo mês, para que possamos continuar a partir desse ponto no que diz respeito ao aspecto operacional, garantindo assim que a Copa de 2014 seja a melhor de todos os tempos.

Sobre o slogan e a mascote oficial

Hoje, também discutimos o slogan e a mascote oficial, que são símbolos importantes da Copa do Mundo. Portanto, foi e continua sendo crucial que, em todo o processo decisório, o COL, o governo e a FIFA estejam unidos. O slogan e a mascote representarão o Brasil em todo o mundo e precisão refletir o país. Posso afirmar que todas as agências participantes são brasileiras e ofereceram à FIFA, ao COL e ao governo várias escolhas. Hoje, chegamos a uma espécie de acordo prévio e, em março, pretendemos que o slogan seja lançado pela presidenta Dilma Rousseff e o presidente Blatter.

Ronaldo, membro do Conselho de Administração do COL

Foi minha primeira participação na reunião mais importante da organização. Hoje, discutimos o planejamento do comitê aqui no Brasil. A cooperação com a FIFA foi maravilhosa. Foi ótimo pegar a estrada e sentir a energia do povo brasileiro.

Ainda não há nada definido em relação aos ingressos. Analisamos algumas opções, mas tudo depende da Lei da Copa. Só assim poderemos finalizar a política de ingressos.

Fonte: FIFA

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