A presidenta Dilma Rousseff repudiou o racismo no futebol e se solidarizou com o jogador Tinga, do Cruzeiro, que foi vítima de racismo em partida realizada nesta quarta (12.02) em Huancayo, no Peru, contra o Real Garcilaso, pela Copa Libertadores da América. Em sua conta no Twitter, Dilma lamentou o episódio. Ela disse ainda que o Brasil utilizará a Copa do Mundo da FIFA 2014 para levar a mensagem de combate ao racismo a todos os países.

“Foi lamentável o episódio de racismo contra o jogador Tinga, do Cruzeiro, no jogo de ontem, no Peru. Ao sair do jogo, Tinga disse que trocaria seus títulos por um mundo com igualdade entre as raças. Por isso, hoje o Brasil inteiro está fechado com o Tinga. Acertei com a ONU e a FIFA que a nossa Copa das Copas também será a Copa contra o racismo. Porque o esporte não deve ser jamais palco para o preconceito”, disse a presidenta na rede social.

O jogador Tinga entrou em campo na metade do segundo tempo, substituindo Ricardo Goulart. A partir desse momento, torcedores peruanos ficaram imitando macacos quando o volante do Cruzeiro tocava na bola.

Copa contra o racismo

Em 23 de janeiro, em encontro com o presidente da FIFA, Joseph Blatter, em Zurique, na Suíça,  Dilma Rousseff enfatizou a importância do Mundial de 2014 na luta contra o racismo. Na ocasião, a presidenta afirmou que o futebol tem o poder de ser uma ação afirmativa na luta contra o preconceito e o racismo, além de disseminar os valores da paz, do entendimento entre os homens e entre as nações.

Blatter também reforçou o combate ao racismo durante a Copa de 2014. “Um aspecto importante, um país tão multicultural, onde todas as raças do mundo são encontradas, abre uma possibilidade para uma ação contra o racismo e a discriminação. Esse é um dos pontos que colocaremos em uma agenda conjunta", destacou o presidente da FIFA.

 

Fonte: Portal da Copa

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