Com a proximidade da Copa do Mundo de 2014, que será realizada em solo brasileiro, colecionar figurinhas do álbum do mundial virou febre em todo planeta. Para concluir a missão de completar o livro, os colecionadores fazem de tudo. E já tem até aplicativo para smartphone para saber quais cromos ainda não foram encontrados.  

Quando as figurinhas começam a ficar repetidas a única solução é trocar os cards. No trabalho, na escola, com amigos e familiares, vale tudo para conseguir o número desejado. No Facebook, um grupo com quase 14 mil pessoas reúne colecionadores de todo o Brasil. A partir daí criaram uma rede de contatos apenas para a troca dos cromos. Colecionador desde de 1995, o bacharel de direito Igor Nazário aprova a utilização das redes sociais para facilitar as trocas.   

"Eu comecei em 1995, com o Campeonato Brasileiro. Naquele tempo para trocar só no bafo, levando para a escola. Quando era moleque o pai comprava, quando ficava muito pouco a gente pedia pelo correio, mas era mais difícil. Agora está muito fácil. Sem redes sociais a gente só tinha contato com amigos e amigos de amigos. Tem um grupo no Facebook, é bem simples, eu coloquei que hoje estaria na Federação, ia trocar com um amigo, e apareceram mais quatro pessoas. É só deixar o número do celular, do Whatsapp, conversar e marcar o lugar", explicou Igor.  

Encontros - Para ficar ainda mais fácil, os colecionadores passaram a marcar encontros de grupos que pretendem trocar as figurinhas. Em Salvador, as reuniões costumam acontecer em livrarias e shoppings. A única regra é levar os cards organizados em ordem crescente ou decrescente. Os encontros servem ainda como forma de fazer amigos.  

"Nesse da Copa (2014) eu já tenho uns dois contatos. A gente vem conversando pela internet. Da Copa de 2010 ficaram três amigos, a gente vem conversando porque todo ano tem campeonato. A única coisa que a galera gosta é que você vá com suas figurinhas em ordem. É bem prático, você levar em um papel ou uma planilha do Excel o que falta. É só olhar na planilha e trocar. Leva tudo em ordem e ali vai riscando. O legal é que às vezes tem pessoas que já estão quase terminando o álbum e acaba dando as repetidas. Assim é mais fácil colecionar", disse o colecionador.

Já o arquiteto Diogo Santana, que coleciona as figurinhas desde a Copa do Mundo de 2002, na Coreia e Japão, prefere juntar os cromos da forma tradicional e fazer troca apenas com amigos e familiares. Ele revela que já está com 70% do livro completo, mas afirma que os preços cobrados pelos cards estão um pouco salgados.   

"Não tenho estratégia não, apenas comprar, trocar com os amigos. Dos que eu completei, os dois primeiros (2002 e 2006) a gente pediu os cards pelo correio. O da África (2010) a gente fez troca. Esse (2014) a gente já tem 70%. Mas eu não participo dessas coisas (encontros) não", explicou Diogo, que não se arrepende do investimento nos cromos. "Vale porque é uma brincadeira. A gente vai se familiarizando com os jogadores. Eu vou assistir a alguns jogos da Copa do Mundo e isso vai ficar guardado", afirmou o arquiteto.

 

Fonte: iBahia

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