Brasileiros, portugueses, japoneses, mexicanos. A Copa do Mundo do Brasil tem sido uma verdadeira mistura entre as nações, do jeito que o futebol deve ser tratado e que seus aficionados esperam. Se até o momento dentro de campo o Mundial tem sido um sucesso - a média é de praticamente três gols por partida -, fora dele também há festa. 

E como dizem, se Deus é brasileiro, com certeza ele é baiano. No sorteio da Fifa, Salvador ficou com os melhores duelos. Depois de assistir ao baile holandês sobre a atual campeã Espanha, os baianos puderam acompanhar o treino de luxo da Alemanha contra Portugal - do astro do Real Madrid, Cristiano Ronaldo. 

Além do resultado em campo (4 a 0), a festa dos alemães chamou a atenção nas arquibancadas. Vestidos de branco, vermelho e preto, os bávaros pareciam estar em casa e não se intimidaram com o calor baiano. Melhor, tiraram as camisas e soltaram a voz. Do outro lado, os portugueses tentavam responder com gritos de sua "Portugal". Mas o show foi alvinegro dentro e fora de campo. Uma energia que contagiava, um clima diferente que chamava para a festejar, independente de para quem você estivesse torcendo. 

O intervalo do jogo virava um verdadeiro "auê". Inglês misturado com português, espanhol com japonês, alemão com chinês. Era possível ouvir de tudo. Os corredores do estádio viravam uma extensão da arquibancada, a festa era contínua. Em busca de lembranças, os torcedores recorriam à loja da Fifa, instalada no local.  

Baianos entram na festa - Se os alemães soltaram o grito na Fonte Nova, os baianos também não ficaram de fora. Vestidos com as cores dos clubes locais, torcedores de Bahia e Vitória entraram no clima da festa e aproveitaram para fazer o marketing de suas equipes para os estrangeiros.  

A torcida era dividida, mas isso pouco importava, o mais legal era celebrar a maior festa do futebol mundial. Ao fim do jogo a torcida do Bahia "levou a melhor" e deixou a Fonte Nova entoando seus cânticos e lembrando suas conquistas. Os visitantes pouco entendiam os significados, mas em Salvador tudo é festa, e junto com a massa eles tentavam seguir o coro.      

 

iBahia

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