Depois de um mês intenso de jogos, torcidas, gols e a dolorida decepção pela goleada brasileira na semifinal, o Brasil se despede de sua Copa do Mundo.

A BBC Brasil levantou alguns números que dão a dimensão do Mundial, dentro e fora dos 12 estádios-sede do evento:


3.429.873
É o público somado das 64 partidas da Copa. A melhor média de público ficou com a finalista Argentina (63.647) e a pior, com a Itália (39.930).
A soma, feita a partir dos relatórios oficiais de cada partida, é superior ao público da Copa da África do Sul (3,178 milhões) e ao da Copa alemã (3,359 milhões).
Só não superou o público da Copa de 1994, nos EUA, que recebeu 3,587 milhões de pessoas nos estádios.


4.157
É, segundo as estatísticas da Fifa, o número de passes completados pela Alemanha, o que representa 82% de seus passes totais – fazendo da seleção alemã a campeã também nesse quesito nesta Copa, com seu estilo de jogo baseado em muita corrida em campo e muitas trocas de passe.

O Brasil completou cerca de 1,5 mil passes a menos que a equipe campeã do Mundial.

171
É o número de gols marcados nesta Copa brasileira - com a ajuda do gol de Götze, na final no Maracanã, e de 7 outros gols alemães contra o Brasil -, igualando a marca da Copa de 1998.

Em comparação, foram 145 na África do Sul e 147 na Alemanha.
Destaque curioso: do ponto de vista estatístico, quem melhor aproveitou seu tempo em campo foi o meio-campista americano Julian Green, que jogou apenas 13 minutos, mas marcou seu gol.

8
Este dói na lembrança: é o maior número de gols em uma partida desta Copa, justamente o 7 a 1 sofrido pelo Brasil nas mãos da Alemanha, na semifinal.
O consolo para o Brasil é que a seleção não sofreu a maior goleada da história das Copas: esta aconteceu na Copa de 1982, quando a Hungria fez 10 a 1 em El Salvador.

129
É o número de jogadores que foram convocados, treinaram, mas... só viram a ação de longe, no banco de reservas. Não entraram em campo. A maioria são goleiros reservas: 54 dos convocados não jogaram. Esses jogadores que não entraram em campo representam cerca de 17% do total de jogadores convocados ao Mundial.

40
É o número de tempos (regulamentares) em que não houve gols nesta Copa, apesar da grande quantidade de gols do Mundial. A maioria desses tempos foi na primeira fase do torneio: 24.

Claro que muitos desses períodos sem gols não provocaram bocejos: a final Alemanha x Argentina foi emocionante apesar da ausência de gols no tempo regulamentar.

22
É o número de jogos em que uma equipe perdeu a partida apesar de ter tido a maior posse de bola. Isso ocorreu em mais de um terço dos 64 jogos do Mundial, portanto.

O Brasil, por exemplo, teve mais posse de bola contra Alemanha e Holanda, apesar de ter perdido de ambos.
A Espanha também teve 58% da posse em seu primeiro jogo, quando perdeu de 5 a 1 para os holandeses.

7
É a quantidade de cartões vermelhos distribuídos na Copa 2014 – número bem inferior aos das Copas anteriores (foram 17 na África do Sul e 28 na Alemanha).

As equipes que tiveram jogadores expulsos foram Uruguai, Bélgica, Equador, Camarões, Croácia, Itália e Portugal.

4
É o número de vezes consecutivas em que a campeã Alemanha fica no "top 4" de uma Copa – um recorde.

E Klose, além de ser o maior goleador em Copas (com 16 gols), é também o único jogador a ficar no top 4 quatro vezes seguidas.

9
É o triste registro do número de operários que morreram durante a construção dos estádios da Copa do Mundo brasileira.

É importante registrar, também, que duas pessoas morreram na queda de um viaduto em Belo Horizonte durante o Mundial.
50%

É a porcentagem estimada das obras de mobilidade urbana e de aeroportos que ficaram prontas a tempo do início da Copa nas cidades-sede, segundo diferentes projeções. Muitas obras foram entregues incompletas.

140 mil
É o público, entre maio e 10 de julho, do Museu do Futebol, um dos principais pontos turísticos de São Paulo durante a Copa. Segundo o museu, 40% deles eram estrangeiros.

Só em junho foram 62 mil visitantes – mais do dobro do público recebido em junho de 2013.


700 mil
É o número de estrangeiros que entraram no país somente no mês de junho, segundo o governo (a expectativa inicial de turistas era de 600 mil). Os países que mais enviaram turistas foram a Argentina, os EUA e o Chile. A estadia média foi de 8,2 dias.

200 milhões
É a quantia, em reais, que a chamada "máfia dos ingressos" obtinha em cada Copa do Mundo com a venda irregular de entradas para os jogos, segundo inquérito da polícia civil do Rio de Janeiro, que investiga o caso.

Quando o esquema foi descoberto, os envolvidos negociavam ingressos para jogos do Brasil por até R$ 7 mil, e os preços de ingressos para a final atingiam até R$ 35 mil. Os ingressos seriam dados a ONGs ou oferecidos como cortesia a jogadores e federações.

35,6 milhões
É o número de tuítes durante a (dolorosa, para brasileiros) partida entre Brasil e Alemanha, na semifinal – o jogo mais comentado na rede social.

Foi também o jogo com o maior número de tuítes por minuto: 580.166, no gol de Sami Khedira.
No total, o Twitter contabilizou 672 milhões de tuítes relacionados à Copa durante o evento.

1 bilhão
É o número de posts, curtidas e comentários a respeito da Copa no Facebook, apenas na primeira metade do torneio. A Copa 2014 se tornou o evento esportivo mais comentado da história da rede social em sua década de existência.

"As pessoas estão tendo conversas no Facebook a respeito do que assistem em uma escala sem precedentes", disse na época à agência de notícias Reuters o diretor de parcerias da rede social, Nick Grudin.

2 bilhões
É o número estimado de buscas no Google relacionadas à Copa do Mundo durante o evento.

Neymar, Cristiano Ronaldo e Messi estiveram entre os mais buscados.

 

Fonte: BBC Brasil 

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