A maior parte dos turistas estrangeiros (67,6%) que vieram para a Copa do Mundo buscaram informações sobre o país na internet. É o que mostra um estudo do Ministério do Turismo em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE).  

O dado revela um aumento considerável em relação aos últimos anos. Em 2009, uma parcela pequena dos viajantes (19,9%) recorria à rede para este fim.  A maioria ainda acionava amigos e parentes (29,9%) para obter informações. Três anos depois, um grupo maior de entrevistados (33,6%) passou a reconhecer na internet a principal fonte de conteúdo sobre os destinos turísticos.

Durante a Copa, porém, este número dobrou. A rede passou a ser acionada em todas as fases de uma viagem: da pesquisa à reserva, do registro das imagens ao compartilhamento de informações.

A primeira explicação para este aumento está no fato de que, nos últimos dois anos, a rede não só se expandiu como se consolidou como fonte confiável de informações. O número de blogs, de fóruns e de portais colaborativos se segmentou a tal ponto que o viajante do século 21 já pode receber notícias – e avaliações - de um determinado destino turístico em tempo real.

O ganho de importância da rede também se explica pelo perfil jovem e pela alta escolaridade do estrangeiro que visitou o país. “O maior grupo tem entre 25 e 31 anos (31,9%) e alta escolaridade: a ensino superior completo (48,3%) ou pós- graduação (33,3%)”, afirma o diretor do Departamento de Estudos e Pesquisas do MTur, José Francisco Lopes.

O escocês Jonny Sweet, de 27 anos, que esteve no país durante a Copa, usou a internet para comparar valores de diárias, aprender com os comentários de viajantes e ainda fazer as reservas de hospedagem. “Gosto do processo de comparar preços e traçar meu roteiro”, disse. O mesmo fez o norte-americano Jonathan Obial (25), que disse ter pesquisado bastante na rede até encontrar os melhores preços de albergues e passagens aéreas.

 

Ministério do Turismo

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