Em ano de Copa do Mundo, oportunidade de emprego é o que não falta. O ano mal começou e já tem gente com emprego novo, gente que não queria ou não podia esperar o fim de semana do réveillon. O ano de 2014 promete ser bom para quem gosta de trabalhar principalmente com turismo.

O Ano Novo terminou com Patrícia preocupada e Danilo desesperado. Eles são casados e os dois ficaram desempregados em dezembro.

"As dívidas vão chegando, não param. Então, tem que ir atrás de outro emprego", diz o eletricista Danilo Pereira.

Os votos de "Feliz Ano Novo" já estão se concretizando. Eles foram ao Centro de Apoio ao Trabalhador, em São Paulo, e conseguiram novos empregos. Ele vai trabalhar de porteiro e ela de caixa.

"Vai sem bem melhor. 2014 promete, né? Assim eu espero", diz Patrícia.

"Com certeza vou ficar mais calmo agora. Dá até um alívio", completa Danilo.

O centro oferece hoje pouco menos de 4 mil vagas na cidade. É um número pequeno, como sempre no início do ano. O normal é uma lista de 8 mil empregos disponíveis todos os dias.

Este ano tem Copa do Mundo, e a oferta de empregos deve superar a média em todas as cidades que vão sediar os jogos. A prefeitura de São Paulo estima que entre 40 mil e 50 mil vagas devam ser abertas por causa do evento.

Mais trabalho e mais dinheiro. Pelo menos para algumas vagas o nível salarial deve ser maior.

“Com certeza elevará senão o salário, pelo menos a remuneração desse trabalhador, a massa salarial, ou seja, com 13º, com participação nos lucros e resultados”, analisa o secretário municipal do Desenvolvimento e Trabalho, Robson Thomaz.

O especialista em desenvolvimento profissional Renato Grinberg lembra que, em 2013, o Brasil viveu uma situação que os economistas chamam de "pleno emprego", quando o desemprego fica em torno de apenas 5% e, quem quer trabalhar, consegue uma vaga.

Daqui para frente, com a Copa neste ano e com as Olimpíadas em 2016, o setor de turismo vai precisar de muita gente. Quem se preparar para trabalhar em hotelaria, na recepção dos visitantes e no comércio varejista vai ter oportunidades boas e duradouras.

“A experiência mostra que outros países que tiveram Copa mantiveram o crescimento de trabalho e de taxas de desemprego baixas, porque se gera mais turismo depois da Copa”, avalia Renato Grinberg.

A notícia é boa, mas Joel não pode esperar. Ele tem 55 anos e faz de tudo. “Fazer tijolo, montagem de mesa e cadeira escolar”, enumera o auxiliar de limpeza Joel Marins ao recrutador.

Essa disposição toda deu resultado. "Vou dar a vaga para o senhor", avisa o recrutador. "Meu Deus do céu, que Deuz abençoe, mãe do céu", vibrou Joel ao receber a boa notícia.

É salário mínimo, mas certamente é também um passo para uma vida mais tranquila.

"Vai melhorar a vida da gente. Agora vai ficar mais fácil com emprego, com carteira assinada.
Perfeitamente! Vai sim, se Deus quiser!", comemora Joel.

O ano de 2013 teve um recorde histórico na oferta de emprego e o especialista Renato Grinberg acredita que esse recorde será batido em 2014.

 

Fonte: G1

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