A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou, nesta quinta-feira (16.01), em Brasília, a ampliação da malha aérea brasileira para o período da Copa do Mundo de 2014. São 1.973 novas rotas autorizadas a serem comercializadas, de acordo com o planejamento das empresas.  A redefinição da malha de voos regulares no período do Mundial é necessária para atender a demanda específica para o evento. Dos 25 aeroportos envolvidos no planejamento, 12 são das sedes da Copa e outros 13 localizados até 200 quilômetros de distância dessas cidades.

As rotas mais solicitadas pelas companhias aéreas foram do aeroporto do Galeão (RJ) para Ezeiza (Buenos Aires), de Brasília (DF) para Guarulhos (SP), de Fortaleza (CE) para Guarulhos (SP), do Santos Dumont (RJ) para Viracopos (Campinas) e do Galeão (RJ) para o Aeroparque (Buenos Aires). A maioria das alterações ou inclusões foi solicitada pelas empresas brasileiras Azul, Gol, Avianca e TAM.

 

 

Estudo dirigido

A malha aérea entre junho e julho deve ter uma mudança temporária substancial, especialmente as operações relacionadas às cidades-sede do mundial de futebol. Para isso a Anac realizou um estudo nos 25 principais aeroportos do País para saber a capacidade de voos suportada.

“Recebemos informações dos aeroportos sobre a capacidade da pista de pouso, pátio dos aeroportos e terminal, além do controle de tráfego aéreo. Se um aeroporto tem uma pista de pouso grande mas tem um pátio pequeno, calculamos a capacidade de acordo com o pátio. A partir desses números analisamos os pedidos de voos das empresas”, informou Marcelo Guaranys, presidente da Agência.

Com base nesse estudo, a nova malha foi construída e os novos voos foram autorizados. Investimentos para operar esses voos extras podem chegar a R$ 50 milhões por empresa, e as contratações temporárias podem totalizar aproximadamente mil pessoas.

Somente para a final da Copa do Mundo, que ocorrerá no Maracanã, no Rio de Janeiro, serão ofertados 25 mil novos assentos entre os dias 12 e 14 de julho. Para a abertura, em São Paulo, mais de 20 mil, entre os dias 11 e 13 de junho.

 

Análise de capacidade

Guaranys afastou a possibilidade de um “caos aéreo” no país durante a Copa do Mundo por causa dos novos voos. Segundo ele, as análises da Anac levaram em consideração a capacidade atual de cada aeroporto em receber voos e passageiros, e apenas obras com garantia de entrega até o Mundial. "É importante saber que na nossa aprovação, a gente sempre aprova de acordo com a capacidade que o aeroporto nos passa. Nenhum horário de voo está sendo dado a mais do que a capacidade do terminal. Nossa expectativa é que, como existem diversas obras em andamento, teremos capacidade maior em alguns aeroportos, mas estamos sendo conservadores".

O diretor-presidente da Anac afirmou ainda que a agência já monitora os preços das passagens da Copa, embora apenas 4% dos bilhetes já estejam vendidos para o período. Ele disse ainda que a alteração e criação de novos voos tem justamente como objetivo a diminuição dos preços por conta da maior oferta de assentos durante o Mundial. "Estamos monitorando quinzenalmente os preços das passagens vendidas daqui até a Copa do Mundo. Estamos recebendo e auditando essas informações e vamos acompanhar essa tarifa. Caso haja algum problema com tarifas abusivas, comunicaremos os órgãos de defesa do consumidor para que, juntos, possamos tomar as atitudes necessárias”.

 

Fonte: Secopa

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