A realização da Copa do Mundo FIFA 2014 no Brasil deixará legados para a população em geral e particularmente para os trabalhadores da construção civil, contratados para as obras de construção das arenas e de mobilidade urbana, que na Bahia prosseguirão após o mundial de futebol.

Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), apontam a existência de muitos avanços nas negociações sobre cestas básicas, café da manhã, adicional de hora-extra e outros itens. Esses dados foram divulgados em uma conferência de sindicalistas da construção e áreas similares de 22 países da América Latina e do Caribe, que aconteceu até quarta-feira (2), no Hotel Pestana do Rio Vermelho, em Salvador.

“A Copa do Mundo não termina neste ano, pois os legados vão além dos jogos e o Brasil tem a oportunidade de melhorar a vida da classe trabalhadora”, falou o secretário-geral da Internacional dos Trabalhadores da Construção e da Madeira (ICM), Ambet Yuson. A ICM organizou a conferência, com apoio dos movimentos sindicais, da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e dos governos federal e estadual.

O chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Relações Institucionais (Serin), Martiniano Costa, lembra que está em andamento e com ordens de serviço assinadas um conjunto de intervenções na área da mobilidade urbana em Salvador, para desafogar o trânsito e garantir que o cidadão chegue ao trabalho num curto espaço de tempo.

Costa ressalta ainda a importância do diálogo permanente entre os trabalhadores e o governo baiano, que “jamais abriu mão de reconhecer a liberdade e autonomia dos movimentos sociais, buscando sempre a discussão para solução de conflitos”.

Na abertura da conferência, segunda-feira (31), a coordenação da Campanha pelo Trabalho Decente foi passada do Brasil para Rússia, onde ocorrerá a Copa de 2018. A campanha tem o objetivo de garantir condições adequadas de trabalho nas construções dos estádios e outras obras de infraestrutura relacionadas aos megaeventos esportivos.

De acordo com o representante regional da ICM, Nilton Freitas, as instituições envolvidas atuam no sentido de garantir segurança, saúde, alimentação, qualificação e igualdade de salário aos trabalhadores do setor. “A nossa ação busca a valorização do trabalho e um país com justiça social e emprego para todos”, disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Montagem Industrial da Bahia (Sintepav-BA), Adalberto Galvão.

 

Fonte: Secopa 

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